quinta-feira, 9 de junho de 2011

Os cincos violões....

Era uma vez... cinco violões que estavam em um quarto. Em certo momento, nesse quarto entra um homem que afina instrumentos, e pega os violões um após outro para afiná-los. O primeiro violão que ele pega o maltrata; no sentido que não tem delicadeza em pegar o violão, no tesar suas cordas, na tentativa de afiná-lo. E o violão grita porque sente dor, experimenta o sofrimento e, certamente no momento que o homem o afina, o violão olha para ele como a um homem mau. Um dos violões sente medo e se esconde atrás de uma cadeira. O homem pega o segundo, o terceiro e o quarto e os afina, com muito sofrimento para os instrumentos musicais. Mas através daquele sofrimento, sai finalmente a harmonia, saem instrumentos bem afinados que os músicos podem usar com facilidade. Assim o violão escondido atrás da cadeira não sentiu o sofrimento dos outros, mas em consequência, quando chegaram os músicos para tocar, pegando cada um, um violão achando-os bem afinados, A NÃO SER o útimo, pois achando-o desafinado, não poderá ser usado. Quatro violões, de fato, são usados como instrumentos dos quais os músicos podem gerar um maravilhoso concerto, enquanto o violão não afinado se vê descartado.


Também nós, sofremos essa tentação, de fugir do sofrimento... Mas, devemos entender que nascemos "pedras brutas", que precisam ter suas arestas aparadas, lapidadas, e como isso dói! Lembro-me de uma pessoa ter me contado, que podou sua pimenteira e depois de ver o resultado, pensou tê-la matado. Mas que grata supresa, com o passar do tempo, cresceu mais visçosa e dobrou a produção de pimentas! Mas com certeza também as podas doem!
Todas essas pequenas histórias servem para ilustrar que nosso crescimento e amadurecimento passam pela via da dor. Frei Elias Vela, nos ensina porém, que há dois tipos de sofrimento, os que redimem e que nos unem à Cruz de Cristo e aqueles que são "cruzes" que são construídas por nós mesmos, como por exemplo, os vícios, destes precisamos pedir libertação. Se você sofre, e com certeza sofre, porque quando não estamos sofrendo por nós mesmos, sofremos por alguém, lembre-se: o sofrimento traz em si Cruz, mas também Ressurreição!

"Apóie-se, como Nossa Senhora, à Cruz de Jesus e nunca lhe faltará consolo"
(São Pio de Pietrelcina)

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